domingo, 24 de janeiro de 2010

Ex Inimiga

Ia pro salão de beleza toda semana em dias alternados, e sempre quando fazia escova - era uma coincidência incrível - chovia.
Quando em casa, resolvia fazer uma chapinha e colocar aquela roupa maravilhosa - de novo, por coincidência -, chovia.
Meus amigos do condomínio me chamavam pra jogar bola ou UNO na rua, e sempre quando eu estava quase colocando o pé direito pra fora de casa, começava a chover.
Lendo isso, você pode começar a pensar como eu (antigamente, lógico), a chuva fazia questão de me seguir e me pertubar, aonde quer que eu estivesse, cheguei a considerá-la uma de minhas inimigas.
Visto que a chuva iria me perseguir sempre, resolvi pensar na solução mais racional possível, e cheguei a conclusão de que ela só me deixaria em paz se eu a enfrentasse.
Numa terça feira à tarde percebi que o céu - lentamente - estava ficando nublado, e logo pensei: 'A chuva tá chegando'. Corri pra rua e comecei a caminhar.
Senti um pequeno arrepio ao perceber que gotinhas de àgua gelada começavam a cair em mim e até tentei pegar algumas com a língua. Uma alegria indescritível cresceu e dei um sorriso, tentando ainda me concentrar em cada gota que tocava meu corpo.
Naquele momento a chuva não era mais uma inimiga, o que ela queria era, simplesmente, me mostrar uma das melhores sensações existentes.

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domingo, 24 de janeiro de 2010

Ex Inimiga

Ia pro salão de beleza toda semana em dias alternados, e sempre quando fazia escova - era uma coincidência incrível - chovia.
Quando em casa, resolvia fazer uma chapinha e colocar aquela roupa maravilhosa - de novo, por coincidência -, chovia.
Meus amigos do condomínio me chamavam pra jogar bola ou UNO na rua, e sempre quando eu estava quase colocando o pé direito pra fora de casa, começava a chover.
Lendo isso, você pode começar a pensar como eu (antigamente, lógico), a chuva fazia questão de me seguir e me pertubar, aonde quer que eu estivesse, cheguei a considerá-la uma de minhas inimigas.
Visto que a chuva iria me perseguir sempre, resolvi pensar na solução mais racional possível, e cheguei a conclusão de que ela só me deixaria em paz se eu a enfrentasse.
Numa terça feira à tarde percebi que o céu - lentamente - estava ficando nublado, e logo pensei: 'A chuva tá chegando'. Corri pra rua e comecei a caminhar.
Senti um pequeno arrepio ao perceber que gotinhas de àgua gelada começavam a cair em mim e até tentei pegar algumas com a língua. Uma alegria indescritível cresceu e dei um sorriso, tentando ainda me concentrar em cada gota que tocava meu corpo.
Naquele momento a chuva não era mais uma inimiga, o que ela queria era, simplesmente, me mostrar uma das melhores sensações existentes.

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